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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Desmatamento na Amazônia cai 72%, e meta para 2020 pode ser antecipada


Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - A meta de redução de 80% no desmatamento da Amazônia até 2020 foi um dos compromissos que o Brasil levou à Conferência de Copenhague, em dezembro. Mas, segundo o Ministério do Meio Ambiente, este percentual pode ser atingido antes deste prazo. A razão do otimismo é o levantamento divulgado terça-feira sobre a queda no desmatamento na região, que caiu 72% na comparação entre os meses de outubro e novembro de 2008 e o mesmo período de 2009.

– A meta é reduzir o desmatamento em 80% e chegar a 3,5 mil quilômetros quadrados em 2020. Podemos alcançar essa meta ainda este ano, com nove ou dez anos de antecedência – aposta o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. – Podemos chegar em 2020 com redução de 95% do desmatamento em relação à década anterior.

Inpe

Nos meses de outubro e novembro de 2009, a Amazônia perdeu 247,6 quilômetros quadrados de floresta. Já no mesmo período de 2008, haviam sido desmatados 896 quilômetros quadrados na Amazônia, uma diferença de 72%. Os novos números foram produzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisa Meteorológica (Inpe).

De acordo com o sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, a Amazônia perdeu uma área de 175,5 quilômetros quadrados em outubro do ano passado, contra 541 quilômetros quadrados um ano antes; e outros 72,1 quilômetros quadrados em novembro, contra 355 quilômetros quadrados um ano antes.

– Nós podemos dizer, pela primeira vez, que o desmatamento da Amazônia está sob controle – disse Minc, que considerou a queda de 2009 acentuada especialmente porque 2008 já havia registrado recorde de redução do desmate.

Minc atribui a queda no desmatamento às operações de fiscalização realizadas pelo Ibama, pelas Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional de Segurança e às atividades da Operação Arco Verde, que tem como objetivo promover alternativas econômicas à exploração ilegal da floresta. Minc afirmou que uma das principais preocupações do país é buscar um modelo de ocupação e desenvolvimento sustentável e não-predatório na Amazônia.

– A gente pretende mostrar que é possível viver na Amazônia sem destruir o bioma – disse o ministro do Meio Ambiente.

A medição considera as áreas que sofreram corte raso (desmate completo) e as que estão em degradação progressiva. Segundo Minc, a cobertura de nuvens na região em 2009 foi menor que em 2008, o que permitiu que os satélites observassem áreas maiores de floresta.

– Ninguém pode dizer que não vimos o desmatamento porque estava tudo coberto de nuvens. Não é o caso, porque as nuvens abriram e verificamos que o desmatamento caiu.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Origens da biodiversidade

Origens da biodiversidade


A Amazônia é conhecida mundialmente como o lar de uma das maiores biodiversidades do planeta. A origem dessa biodiversidade é explicada pela teoria dos refúgios, segundo a qual, durante os diversos períodos glaciais e secos vividos nos últimos 100 mil anos, a floresta teria formado ilhas de vegetação e passado por um processo de especiação.

Tais ilhas teriam isolado espécies que passaram por processos de diferenciação genética em relação às originais e às que ficaram isoladas em outros locais. Da variedade total de espécies animais e vegetais, muitas com propriedades medicinais, ainda se sabe pouco. Estima-se que a diversidade de árvores na Amazônia varia entre 40 a 300 espécies diferentes por hectare.



A história da floresta


A formação da bacia amazônica data de centenas de milhares de anos, quando a América do Sul e a África ainda formavam um único continente. Assim que a separação das duas massas de terra começou, os rios localizados na parte ocidental da planície passaram a desaguar no Oceano Pacífico enquanto os rios orientais passaram a ter a sua foz no Oceano Atlântico. Com o surgimento dos Andes, no final do processo de separação dos continentes, o rio tomou o sentido atual.

Os Andes funcionaram como um paredão, retendo a umidade que circula na planície amazônica e os sedimentos carregados pelas chuvas torrenciais. Após milhares de ano, o rio finalmente abriu caminho por esses sedimentos e passou a correr para o leste.

Amazônia perde área 150 vezes maior que o Ibirapuera

SÃO PAULO - O desmatamento da Amazônia somou 247,6 km² em outubro e novembro do ano passado, uma queda na comparação com os 896 km² de floresta que a Amazônia perdeu no mesmo período de 2008, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nesta terça-feira. Segundo o Portal Amazônia, a área equivale a mais de 150 vezes o Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

O Instituto informou ainda que a cobertura de nuvens na região da Amazônia Legal impediu a medição do desmatamento da floresta para o mês de dezembro do ano passado.

De acordo com o sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, a Amazônia perdeu uma área de 175,5 km² em outubro do ano passado, contra 541 km² um ano antes; e outros 72,1 km² em novembro, contra 355 km² um ano antes.

Nos dois meses analisados pelo Inpe, o Pará liderou o desmatamento da floresta.

Na véspera, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, havia adiantado que os dados do Inpe apontariam queda "expressiva" no desmatamento da Amazônia em outubro e novembro na comparação anual.

O desmatamento da Amazônia é o fator que mais contribui para as emissões brasileiras de gases-estufa e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu com a meta de reduzir a destruição da floresta em 80% até 2020, como parte dos esforços do país de colaborar no combate às mudanças climáticas.